Alguns costumes japoneses chamam bastante a atenção de quem visita o país pela primeira vez, por isso, Alberto Toshio Murakami alude que entender o significado por trás desses hábitos ajuda a perceber que nada é feito por acaso na cultura japonesa. Muitos desses comportamentos estão ligados a valores como respeito, coletividade e disciplina, que estruturam a vida social no Japão.
Se você deseja conhecer alguns desses costumes, este artigo é para você! Venha conhecer o por trás de alguns dos costumes que estão diariamente presentes no Japão.
Por que os japoneses evitam contato físico em público?
Diferente de culturas mais expansivas, no Japão é comum evitar abraços, toques e demonstrações físicas de afeto em público. Cumprimentos são feitos, em sua maioria, por meio de reverências, que expressam respeito sem invadir o espaço pessoal do outro.

Esse comportamento está relacionado à valorização da privacidade e à ideia de não causar desconforto ao próximo. Alberto Toshio Murakami explica que essa postura também reflete o princípio de manter a harmonia social, evitando atitudes que possam ser interpretadas como invasivas.
O silêncio no transporte e em locais coletivos
Outro costume que surpreende os visitantes é o silêncio em trens, metrôs e ônibus. Conversas são mantidas em tom baixo, e ligações telefônicas são geralmente evitadas. Muitas pessoas preferem enviar mensagens de texto para não incomodar os demais passageiros.
Esse hábito está ligado ao respeito pelo espaço coletivo, e conforme apresenta o viajante Alberto Toshio Murakami, a ideia central é que cada pessoa deve contribuir para um ambiente agradável, mesmo em situações de grande movimentação urbana.
Tirar os sapatos ao entrar em casa
Ao entrar em residências, escolas tradicionais e alguns restaurantes, é obrigatório retirar os sapatos. No local, são oferecidas pantufas ou o visitante permanece apenas com meias. Essa prática tem origem tanto em questões de higiene quanto em valores culturais antigos do Japão.
Historicamente, as casas japonesas utilizavam tatames, que exigiam cuidado especial para manter a limpeza. E Alberto Toshio Murakami elucida que esse costume também simboliza a separação entre o mundo externo e o espaço íntimo da família.
A importância dos presentes e da embalagem
Presentear é uma prática comum no Japão, especialmente em visitas, datas comemorativas e relações profissionais. No entanto, mais importante do que o presente em si é a forma como ele é entregue. A embalagem recebe atenção especial, com papéis bem dobrados e laços cuidadosamente posicionados.
Esse cuidado demonstra consideração e respeito pela pessoa que recebe o presente. A apresentação transmite a mensagem de que houve dedicação e intenção genuína no gesto, menciona Alberto Toshio Murakami.
Pontualidade como demonstração de respeito
Chegar no horário, ou até alguns minutos antes, é considerado sinal de educação e responsabilidade. Atrasos são vistos como falta de consideração com o tempo do outro, seja em compromissos profissionais ou encontros informais, demonstra Alberto Toshio Murakami.
Esse costume reflete a organização social e o valor atribuído à confiabilidade. A pontualidade contribui para o funcionamento eficiente da sociedade japonesa, especialmente em um país onde o transporte público é extremamente preciso e bem estruturado.
Trabalho, dedicação e espírito coletivo
No ambiente profissional, é comum que os funcionários demonstrem alto nível de comprometimento com a empresa. Horas extras, participação em atividades após o expediente e envolvimento em decisões coletivas fazem parte da cultura corporativa.
Esse comportamento está ligado à noção de pertencimento ao grupo e de responsabilidade compartilhada. Conforme frisa Alberto Toshio Murakami, embora esse modelo venha passando por mudanças recentes, ele ainda influencia fortemente a forma como as equipes se organizam e se relacionam.
Organização e cuidado com espaços públicos
A limpeza das ruas, estações e parques chama atenção mesmo em grandes cidades. Lixeiras podem ser raras, mas as pessoas carregam seus resíduos até encontrar um local adequado para descarte.
Além disso, filas são respeitadas e regras de convivência são seguidas com rigor, esse comportamento coletivo, como evidencia o viajante do mundo Alberto Toshio Murakami, é resultado de educação cívica constante e de um senso de responsabilidade compartilhada entre todos.
Etiqueta à mesa e comportamento em restaurantes
Na alimentação, existem normas de etiqueta específicas, como não espetar alimentos com os hashis, não deixá-los cravados no arroz e evitar apontar para pessoas com os utensílios. Também é comum agradecer antes e depois da refeição, reconhecendo o esforço de quem preparou a comida.
Esses gestos reforçam o respeito pela comida e por quem participa do processo de preparo. A refeição é vista não apenas como necessidade, mas como um momento de valorização cultural e social.
Por que entender esses costumes faz diferença para o visitante?
Conhecer e respeitar esses hábitos facilita a adaptação do visitante e evita situações desconfortáveis, isso porque, mais do que seguir regras, trata-se de demonstrar sensibilidade cultural e abertura para aprender com modos de vida diferentes.
Assim como frisa o viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami, observar e respeitar esses costumes também permite uma interação mais positiva com os moradores, tornando a experiência de viagem mais rica e acolhedora, podendo absorver esses conhecimentos para si e aplicá-los em seu próprio cotidiano, apresentando também para amigos e família.
Costumes como reflexo dos valores japoneses
No conjunto, esses comportamentos revelam uma sociedade que prioriza a convivência harmônica, o respeito mútuo e a responsabilidade coletiva. Mesmo hábitos que parecem simples carregam significados profundos ligados à história, à religião e à organização social do país.
Tal como resume e considera Alberto Toshio Murakami, compreender esses detalhes ajuda a perceber que a cultura japonesa se manifesta tanto em grandes festivais quanto em pequenos gestos do cotidiano, tornando cada interação parte de uma experiência cultural mais ampla.
Autor: Stephy Schmitz

