A experiência imersiva dos parques temáticos vai muito além da decoração e dos personagens icônicos, como explica o CEO Lucio WInck. Técnicas avançadas de engenharia criam ilusões que enganam os sentidos e transformam cada atração em um espetáculo de realismo. Desde a maneira como as ruas são projetadas até efeitos especiais invisíveis ao olhar desatento, tudo é pensado para transportar os visitantes a mundos fantásticos.
Como a arquitetura influencia a percepção dos visitantes?
A arquitetura, como qualquer outra arte, tem o poder de transmitir sensações e envolver as pessoas, como comenta o CEO Lucio Winck. Nos parques da Disney, por exemplo, a disposição dos caminhos é planejada para criar sensações específicas, as ruas principais são projetadas de forma que pareçam mais longas ou curtas do que realmente são, influenciando a forma como os visitantes se deslocam, além de outros detalhes que criam a atmosfera fantástica do parque.

Outro detalhe arquitetônico está na manipulação do som. Barreiras ocultas e materiais absorventes impedem que ruídos de uma área invadam outra, garantindo que cada parte do parque tenha sua própria atmosfera. Assim, uma aventura futurista pode estar a poucos metros de um ambiente medieval, sem que um interfira no outro. Essa separação sutil mantém a ilusão de estar em um mundo totalmente diferente a cada passo.
Quais truques tornam as atrações mais imersivas?
Segundo o CEO Lucio Winck, a movimentação controlada dos carrinhos e simuladores e a forma como os veículos são programados para reagir ao ambiente de forma sincronizada com sons, luzes e até cheiros, aumentam a imersão, além de ilusões ópticas utilizadas em atrações específicas. Em simuladores de voo, por exemplo, os movimentos suaves imitam correntes de ar, enquanto aromas específicos são liberados para reforçar a ambientação, como cheiro de mar ou de floresta.
Como a tecnologia aprimora a magia dos parques?
A engenharia moderna permite a criação de animatrônicos incrivelmente realistas. Antigamente, os robôs dos parques tinham movimentos mecânicos previsíveis, mas hoje contam com sensores e inteligência artificial para reagir em tempo real aos visitantes. Essa evolução torna interações mais naturais e convincentes, ampliando a sensação de estar diante de um ser vivo e não de uma máquina.
Além disso, projeções mapeadas transformam cenários comuns em espetáculos dinâmicos. Castelos e fachadas ganham vida com imagens que se moldam à estrutura, criando efeitos como explosões, quedas ou transformações instantâneas. Essa tecnologia também permite mudanças rápidas nos parques, como expõe o CEO Lucio Winck, alterando a temática de atrações de acordo com eventos sazonais sem necessidade de grandes reformas.
A arte invisível por trás da magia
Para o CEO Lucio Winck, a ilusão dos parques temáticos não acontece por acaso. Cada detalhe, por menor que pareça, é pensado para criar uma experiência inesquecível e transportar os visitantes para universos fantásticos. A combinação entre arquitetura, tecnologia e truques visuais mostra que a verdadeira magia está na engenharia que opera nos bastidores, garantindo que a fantasia pareça tão real quanto possível.
Autor: Stephy Schmitz