A prevenção do câncer começa muito antes de qualquer exame ou consulta, e passa diretamente pelas escolhas feitas no dia a dia. E conforme alude Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, médico especialista em diagnóstico por imagem, adotar hábitos saudáveis é uma das formas mais consistentes de reduzir riscos ao longo da vida, especialmente quando essas decisões são mantidas de forma contínua.
Neste artigo, venha compreender como atitudes simples podem influenciar diretamente sua saúde futura, vale refletir desde já sobre o papel da prevenção primária e sobre como transformar informação em prática cotidiana.
O que significa prevenir antes da doença aparecer?
A chamada prevenção primária está relacionada à redução da exposição a fatores que aumentam a probabilidade de desenvolvimento de tumores. Diferente da detecção precoce, que busca identificar a doença em estágios iniciais, a prevenção primária atua antes mesmo de qualquer alteração clínica, reduzindo a chance de que o câncer se desenvolva.

Segundo o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, esse tipo de prevenção envolve escolhas que, isoladamente, parecem pequenas, mas que, somadas ao longo dos anos, produzem impacto significativo. Evitar o tabagismo, moderar o consumo de álcool, manter alimentação equilibrada e praticar atividade física regular são exemplos de medidas amplamente reconhecidas pela medicina como protetoras.
Além disso, a prevenção primária também inclui cuidados com exposição solar, uso de equipamentos de proteção em ambientes de trabalho e vacinação contra vírus associados a determinados tipos de câncer, como o HPV e a hepatite B. Esses fatores mostram que a prevenção não depende apenas de decisões individuais, mas também de acesso à informação e a políticas públicas de saúde.
Estilo de vida e risco oncológico: relação direta
Diversos estudos indicam que o estilo de vida influencia diretamente processos inflamatórios e metabólicos do organismo, que estão associados ao surgimento de vários tipos de câncer. O excesso de peso, por exemplo, altera o equilíbrio hormonal e favorece estados inflamatórios crônicos, criando ambiente propício ao desenvolvimento tumoral.
Manter o peso adequado não é apenas uma questão estética, mas uma estratégia concreta de proteção à saúde. Da mesma forma, dietas ricas em frutas, verduras, legumes e fibras ajudam a regular o metabolismo e reduzir danos celulares provocados por processos oxidativos.
A prática regular de atividade física também desempenha papel importante nesse cenário, expressa Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues. Além de auxiliar no controle do peso, o exercício melhora a função imunológica e contribui para o equilíbrio hormonal, fatores que ajudam a diminuir riscos ao longo do tempo. Quando incorporadas à rotina, essas práticas tornam a prevenção parte do cotidiano, e não apenas uma preocupação esporádica.
Proteção ambiental e ocupacional também fazem parte da prevenção
Outro aspecto frequentemente subestimado da prevenção do câncer está relacionado ao ambiente em que as pessoas vivem e trabalham, destaca o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues. A exposição contínua a substâncias químicas, poeiras industriais e agentes físicos pode aumentar o risco de determinados tumores, especialmente em profissões ligadas à indústria, agricultura e construção civil.
O cumprimento das normas de segurança do trabalho e o uso adequado de equipamentos de proteção individual são medidas fundamentais para reduzir os riscos ocupacionais. Da mesma forma, o cuidado com poluição doméstica, como fumaça de combustão em ambientes fechados, também deve ser considerado.
No caso do câncer de pele, a proteção contra radiação solar excessiva segue sendo uma das medidas mais simples e eficazes de prevenção. O uso de protetor solar, roupas adequadas e a evitação de exposição em horários críticos reduzem significativamente o risco ao longo dos anos.
Vacinação como estratégia preventiva de longo prazo
A vacinação representa um dos avanços mais relevantes na prevenção de certos tipos de câncer. A imunização contra o HPV, por exemplo, reduz drasticamente a incidência de câncer do colo do útero e também está associada à prevenção de outros tumores, como os de orofaringe.
A ampliação das coberturas vacinais têm impacto direto nos indicadores futuros de saúde pública, uma vez que atua antes mesmo do início da vida sexual ou da exposição aos vírus. Da mesma forma, a vacina contra hepatite B reduz o risco de câncer hepático, especialmente em populações mais vulneráveis.
Essas estratégias reforçam que a prevenção do câncer não se limita a decisões individuais na fase adulta, mas envolve políticas contínuas de proteção desde a infância e adolescência, explica Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues.
Prevenção não elimina riscos, mas reduz significativamente as chances
Mesmo com todos os cuidados, é importante compreender que o câncer pode surgir por fatores genéticos, envelhecimento celular e exposições passadas que não podem ser modificadas. Por isso, a prevenção primária deve ser entendida como redução de risco, e não como garantia absoluta de proteção.
Conforme considera o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, esse entendimento é fundamental para evitar frustrações e falsas expectativas. A prevenção deve caminhar junto com a realização de exames indicados para cada faixa etária e perfil de risco, compondo uma estratégia integrada de cuidado com a saúde.
Quando a população compreende esse equilíbrio entre prevenção e detecção, passa a tomar decisões mais conscientes e menos baseadas em medo ou excesso de exames desnecessários.
Prevenção como investimento em qualidade de vida
Adotar hábitos saudáveis, reduzir exposições nocivas e manter cuidados ambientais e ocupacionais não são ações isoladas, mas parte de um projeto de vida orientado pela saúde. A prevenção do câncer, nesse contexto, se torna um investimento contínuo em bem-estar, produtividade e autonomia ao longo dos anos.
Ao reforçar a importância dessas escolhas, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues evidencia que prevenir não é apenas evitar uma doença específica, mas fortalecer o organismo para enfrentar diferentes desafios ao longo da vida. Quando a prevenção é incorporada à rotina, ela deixa de ser uma preocupação distante e passa a ser parte natural das decisões diárias.
Esse movimento, quando ocorre em escala coletiva, também contribui para reduzir a pressão sobre os sistemas de saúde e ampliar a sustentabilidade das políticas públicas, mostrando que a prevenção é benéfica tanto para o indivíduo quanto para a sociedade como um todo.
Autor: Stephy Schmitz

