O prazo para escolas públicas participarem da 2ª Feira Nacional de Ciências GLOBE Brasil termina em 4 de novembro de 2026. A iniciativa reunirá estudantes envolvidos em pesquisas sobre meio ambiente e sustentabilidade, com uma programação híbrida entre os dias 10 e 12 de novembro. A etapa presencial ocorrerá na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, enquanto as apresentações on-line serão realizadas pela plataforma da Agência Espacial Brasileira (AEB).
A proposta coloca a ciência cidadã no centro da experiência escolar. Em vez de limitar os projetos à exposição de conceitos em sala de aula, a feira prevê a utilização de dados coletados pelos próprios estudantes a partir de protocolos científicos. As equipes poderão investigar questões ambientais observadas em suas comunidades e apresentar os resultados em um encontro de alcance nacional.
Segundo a Agência Espacial Brasileira, os trabalhos devem utilizar protocolos de coleta de dados do Programa GLOBE, ferramentas do aplicativo GLOBE Observer ou informações disponíveis no GLOBE Visualization System. A afiliação é destinada a professores de escolas públicas de todo o Brasil, que são responsáveis por inscrever suas equipes dentro do prazo estabelecido.
Como os projetos serão organizados
Os trabalhos da feira serão distribuídos em cinco áreas de investigação: atmosfera, hidrosfera, biosfera, pedosfera e Terra como um sistema. A divisão permite reunir pesquisas de diferentes características, mas todas relacionadas à observação e à compreensão do ambiente.
Na área de atmosfera, por exemplo, podem ser concentradas investigações baseadas em dados sobre as condições atmosféricas. A hidrosfera reúne temas ligados à água, enquanto a biosfera se relaciona aos seres vivos. A pedosfera abrange o solo, e a categoria Terra como um sistema contempla a interação entre esses componentes. Essas classificações seguem a estrutura indicada para a apresentação dos trabalhos na feira.
O uso de protocolos e plataformas específicas também cria uma referência comum para projetos desenvolvidos em diferentes estados. Com os mesmos instrumentos de registro e visualização, os estudantes podem organizar suas observações de forma compatível com uma rede de pesquisa voltada à educação básica.
Participação on-line amplia o alcance
A realização em formato híbrido permite que a programação combine a presença física em Natal com apresentações a distância. A etapa presencial será sediada na UFRN, no Rio Grande do Norte, e a participação on-line utilizará a plataforma da Agência Espacial Brasileira. Dessa forma, o evento não ficará restrito às equipes que estiverem na cidade durante os três dias de atividades.
O formato também aproxima escolas públicas de outras regiões de universidades e instituições científicas sem alterar o foco dos projetos: a investigação de problemas ambientais identificados no território onde os estudantes vivem e estudam. A feira funciona, assim, como espaço de divulgação de experiências que já podem estar sendo desenvolvidas no cotidiano escolar.
A Agência Brasil acompanha, em sua cobertura de Educação, iniciativas relacionadas ao ensino, à formação científica e à participação de estudantes em atividades de aprendizagem. Nesse contexto, a Feira Nacional de Ciências GLOBE Brasil reúne educação ambiental, produção de dados e divulgação científica em uma mesma programação.
Prazo para professores termina em novembro
Os professores interessados precisam afiliar suas equipes até 4 de novembro de 2026. A data antecede em seis dias o início da feira, prevista para ocorrer de 10 a 12 de novembro. O cronograma divulgado pela AEB estabelece, portanto, uma janela definida para que as escolas públicas formalizem a participação de seus grupos.
Depois da etapa de afiliação, os projetos serão apresentados nas cinco áreas temáticas previstas pelo evento. A programação terá atividades presenciais e on-line, com estudantes e professores vinculados a pesquisas que utilizam dados do Programa GLOBE, do GLOBE Observer ou do GLOBE Visualization System.
Além de dar visibilidade às investigações realizadas na educação básica, a feira busca fortalecer a aproximação entre escolas, professores, universidades e instituições científicas. Para os estudantes, a proposta combina observação do ambiente, organização de informações e comunicação dos resultados em uma atividade de abrangência nacional.

