Conforme Tiago Oliva Schietti, o setor funerário atravessa um período de profundas transformações. Mudanças sociais, avanços tecnológicos, novas demandas dos consumidores e uma crescente preocupação ambiental estão redesenhando a forma como a sociedade lida com a morte e com os rituais de despedida. Nesse cenário, empresas e profissionais do setor são chamados a repensar práticas, serviços e modelos de negócio.
Ao mesmo tempo em que surgem desafios relevantes, abrem-se oportunidades importantes para quem está disposto a inovar, se profissionalizar e adotar uma postura mais humanizada. Os próximos anos tendem a exigir um equilíbrio delicado entre respeito às tradições culturais e adaptação a um novo contexto social, econômico e tecnológico.
Um setor em transformação constante
Do ponto de vista de Tiago Oliva Schietti, o perfil do consumidor mudou. As famílias estão mais informadas, exigentes e abertas a novas soluções, buscando serviços personalizados, transparentes e alinhados aos seus valores. Essa mudança pressiona o setor funerário a abandonar modelos engessados e a investir em inovação e qualidade no atendimento.
Além disso, a transformação demográfica, com o envelhecimento da população em muitos países, amplia a demanda por serviços funerários, ao mesmo tempo em que exige planejamento estratégico e capacidade operacional. O crescimento do setor precisa ser acompanhado por uma gestão mais profissional e preparada para lidar com volumes maiores e expectativas mais complexas.
Quais são os principais desafios do setor funerário hoje?
Um dos grandes desafios está relacionado à modernização da gestão. Muitas empresas ainda operam com processos pouco estruturados, o que dificulta o controle financeiro, a padronização do atendimento e a adoção de novas tecnologias. Como analisa Tiago Oliva Schietti, a falta de profissionalização pode comprometer a sustentabilidade do negócio no longo prazo.
Outro desafio relevante é lidar com o tabu social em torno da morte. Falar sobre planejamento funerário, inovação ou sustentabilidade ainda encontra resistência em parte da sociedade. Superar esse obstáculo exige comunicação sensível, educação do público e uma abordagem que valorize o cuidado, o acolhimento e a dignidade em todas as etapas do serviço.

Oportunidades impulsionadas pela inovação e tecnologia
A tecnologia surge como uma aliada estratégica para o setor funerário. Sistemas de gestão, plataformas digitais de atendimento e soluções para organização administrativa permitem maior eficiência, redução de erros e melhoria da experiência do cliente. A digitalização também facilita a comunicação com as famílias, oferecendo mais agilidade e clareza em momentos delicados.
Além disso, novas tecnologias abrem espaço para serviços inovadores, como transmissões online de cerimônias, memoriais virtuais e ferramentas de gestão de dados. Essas soluções atendem a um público cada vez mais conectado e ajudam o setor a se aproximar das novas gerações, que valorizam praticidade e personalização.
Sustentabilidade como diferencial competitivo
Segundo Tiago Oliva Schietti, a preocupação ambiental vem ganhando força e impacta diretamente o setor funerário. Práticas sustentáveis, como alternativas ecológicas de sepultamento, redução de resíduos e uso consciente de recursos, deixam de ser apenas uma tendência e passam a representar uma exigência de parte do mercado.
Empresas que investem em sustentabilidade não apenas contribuem para a preservação do meio ambiente, mas também fortalecem sua imagem institucional. A adoção de práticas alinhadas à economia circular e à responsabilidade ambiental pode se tornar um diferencial competitivo relevante nos próximos anos.
Pontos estratégicos para aproveitar as oportunidades do setor
Para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que se apresentam, o setor funerário precisará investir em estratégias bem definidas e ações concretas. Alguns aspectos se destacam como fundamentais para esse processo de adaptação.
Entre os principais pontos estratégicos, é possível destacar:
- Profissionalização da gestão e dos processos internos
- Capacitação contínua das equipes técnicas e de atendimento
- Adoção de tecnologias digitais para gestão e comunicação
- Desenvolvimento de serviços personalizados e humanizados
- Investimento em práticas sustentáveis e responsabilidade ambiental
Esses elementos contribuem para a construção de um setor mais moderno, ético e preparado para as demandas futuras da sociedade.
A valorização do atendimento humanizado
Mesmo diante de tantas inovações, o atendimento humanizado continuará sendo um pilar central do setor funerário. Como elucida Tiago Oliva Schietti, a tecnologia deve atuar como suporte, e não como substituta da empatia, da escuta e do acolhimento. As famílias esperam ser tratadas com respeito, sensibilidade e clareza em um dos momentos mais difíceis de suas vidas.
Investir na formação emocional dos profissionais é tão importante quanto investir em infraestrutura ou sistemas. Um atendimento cuidadoso fortalece vínculos de confiança, gera recomendações espontâneas e contribui para a reputação positiva das empresas no mercado.
O futuro do setor funerário e seu papel social
Nos próximos anos, o setor funerário tende a assumir um papel social ainda mais relevante. Além de prestar serviços essenciais, passa a atuar como agente de apoio emocional, orientação e cuidado com a memória. Essa ampliação de responsabilidade exige maturidade institucional e compromisso ético.
Ao enxergar os desafios como oportunidades de crescimento e inovação, o setor funerário pode se fortalecer, se modernizar e responder de forma mais adequada às expectativas da sociedade. O futuro aponta para um segmento mais transparente, sustentável, tecnológico e, acima de tudo, humano.
Autor: Stephy Schmitz

