A segunda fase da Operação Última Chamada retirou 1.712 celulares do comércio irregular em uma ação realizada em 15 unidades da Federação. Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a mobilização reuniu forças de segurança e contou com o apoio da Receita Federal para fiscalizar estabelecimentos suspeitos de comercializar aparelhos sem procedência comprovada ou em desacordo com exigências fiscais e regulatórias.
De acordo com o balanço divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a operação mobilizou 1.716 policiais e realizou 882 fiscalizações. Também foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão, instaurados 66 inquéritos policiais e efetuadas 30 prisões em flagrante.
A Receita Federal informou ainda que as mercadorias apreendidas estão avaliadas em R$ 536 mil. O balanço foi divulgado em 22 de setembro de 2026, após a apresentação da mobilização operacional, feita pelo ministério em 17 de setembro. A iniciativa tem como objetivo interromper a cadeia de comercialização de aparelhos de origem ilícita ou com irregularidades relacionadas à entrada e à venda dos produtos.
Fiscalização alcançou estabelecimentos em 15 unidades da Federação
A operação foi estruturada para alcançar diferentes pontos da cadeia de comércio de celulares. Além da apreensão dos aparelhos, a atuação integrada busca identificar situações que possam estar relacionadas a receptação, venda de produtos sem comprovação de origem e outras formas de comércio irregular.
Segundo o governo federal, a participação conjunta de órgãos de segurança e fiscalização permite reunir informações sobre os produtos encontrados e sobre os estabelecimentos vistoriados. Os mandados de busca e apreensão e os inquéritos instaurados fazem parte das medidas adotadas durante a segunda fase da operação.
O resultado mais recente dá continuidade à primeira etapa da Operação Última Chamada, realizada em agosto. Na ocasião, foram recuperados 9.989 celulares e registradas 396 prisões em flagrante, conforme informações apresentadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O que a operação representa para quem compra celulares
A ação também chama a atenção de consumidores que procuram aparelhos usados ou importados. A compra de um celular sem nota fiscal, sem documentação ou sem comprovação de procedência pode trazer prejuízo financeiro e fazer com que o comprador se envolva, ainda que involuntariamente, em uma cadeia de comercialização investigada pelas autoridades.
Antes de fechar uma negociação, a orientação destacada na pauta da operação é desconfiar de preços muito abaixo dos praticados no mercado, exigir a nota fiscal e conferir o número de identificação do aparelho. Também é importante evitar transações sem documentação, especialmente quando o vendedor não consegue explicar a origem do produto.
Esses cuidados não substituem a fiscalização oficial, mas ajudam o consumidor a reunir informações básicas sobre o aparelho antes da compra. A origem do celular, a existência de comprovantes e a identificação do dispositivo são elementos relevantes para reduzir o risco de adquirir um produto irregular.
Operação contra celulares irregulares amplia ações integradas
Com 882 estabelecimentos fiscalizados na segunda fase, a Operação Última Chamada amplia o alcance da resposta estatal ao comércio de celulares de origem suspeita ou com problemas fiscais e regulatórios. Os números divulgados indicam uma atuação que combina apreensões, prisões em flagrante, cumprimento de mandados e abertura de investigações.
O balanço divulgado pelo MJSP não detalha, na informação utilizada nesta reportagem, a distribuição das apreensões e das prisões por estado. O governo federal, porém, confirma que a operação foi realizada em 15 unidades da Federação e envolveu 1.716 policiais, com apoio da Receita Federal.
A segunda fase reforça a continuidade das ações iniciadas em agosto e mantém o foco na interrupção da circulação de aparelhos sem procedência comprovada. Para o consumidor, o principal alerta é verificar a documentação e a origem do celular antes de concluir a compra, sobretudo em negociações com valores muito abaixo do mercado.

